300 picaretas de Lula + 400 achacadores de Cid = 700

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Voltaire já dizia, ‘o segredo de aborrecer é dizer tudo’. Por isto foi preso duas vezes e teve que fugir da França.

Haverá, agora, quem diga que não se pode falar do político brasileiro porque é falar da democracia. Tudo errado. A democracia é um modelo até aqui insubstituível. Já o político brasileiro que se mostrar podre é totalmente trocável. Depende da sociedade.

Estranhamente, Cid Gomes, agora ex-ministro de Estado, foi à Câmara em 18.3.2015 e desancou todo mundo. As verdades ocultas nunca serão reveladas. Maquiavelistas poderão supor que possa ter sido uma ‘encomenda’ de Dilma Rousseff. Outros diriam que Cid quer se lançar a qualquer coisa e sai de um espaço meio ‘apagado’, Educação, para um estrelato maior do tiroteio público, ao dizer o que muita gente pensa, pela história dos políticos brasileiros.

Não se trata de coragem, um conceito meio piegas. Nesse escalão do homem público tudo vale o proveito.

Em 1993, Lula disparou haver 300 picaretas no Congresso. Foi um zum zum zum. Virou música. A referência se tornou histórica. Talvez alguns tenham se sentido ‘magoados’. Outros, os picaretas legítimos, ‘nem aí’. A ordem de grandeza numérico centenária volta à tona com a metralhadora – ou será bravata portátil- de Cid Gomes, só que agora aumentada em 100.

Abstraia-se o numeral, que para muitos críticos é até baixo. O que Cid falou, no mérito, é ‘errado’? Partidos e figuras que usufruem o conforto governista esconder seu farisaísmo na forma de sustentação de duas palavras, duas lógicas, dois apoios, isso é ‘política’? Ou, como se diz popularmente, é safadeza?

Ninguém no seguimento é ‘santo’. Mas obviamente este é o sistema menos pior, ou disparadamente o melhor, a boa e velha Democracia. Não se trata da imbecilidade analfabética de se pedir intervenção militar – oh gente tosca-, mas depurar sim o país para que ele melhore.

Se daqui a alguns meses Cid será nomeado em algum outro cargo do Executivo como uma forma de agradecimento de Dilma por falar coisas que ninguém diz, é hipótese menor.

Pessoas precisam dizer, falar, revelar, criticar, nesse marasmo politicamente correto de silêncio respeitoso, educado, mas sobretudo ladro e cínico, quando se trata de poder público, dinheiro público e entranhas políticas e oficiais. Se coubesse um aplauso hoje seria, Viva Cid! OBSERVATÓRIO GERAL.

[MATÉRIA REPUBLICADA NO BRASIL 247]

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Categorias:Cidadania online, Política

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