“Espião” de futebol da CBF por 30 anos obtém vínculo trabalhista

espião da cbf

Manoel Jairo Santos precisou lutar por 3 anos na Justiça do Trabalho para conseguir o óbvio: seus direitos reconhecidos. A 4ª turma do Tribunal Regional do Trabalho RJ condenou a CBF que tentou negar a relação de emprego. Manoel era militar da Marinha e foi dispensado pelo então ministro da pasta em 1977 para atuar como assessor técnico e observador da ainda CBD – Confederação Brasileira de Desportos. A CBD veio a ser sucedida pela CBF.

Em uma época de ditadura, à qual seleção brasileira quase foi considerada assunto de segurança nacional, com estapafúrdia intervenção de presidente da República, Médici, “escalando” Dario Maravilha e “derrubando” o técnico João Saldanha, Santos, o espião, desenvolvia verdadeira atividade de informações. Tinha horário a cumprir, jogos definidos a assistir, relatórios a entregar, e realizou inúmeras análises sérias sobre times e jogadores adversários. Tudo isto somando o tempo efetivo de 8 Copas do mundo. Agora seu emprego foi juridicamente reconhecido pela Justiça do Trabalho. A CBF caiu na vala comum dos maus patrões que tentam negar relação de emprego a seus contratados.

Relatórios do espião analisavam jogadores a serem escalados e coisas como “tendência do chute, o drible preferencial, até seu comportamento emocional”, conforme consta no processo.

Manoel Jairo dos Santos foi defendido pelo advogado Waldir Nilo Passos Filho e, com a vitória no processo judicial vai embolsar uma boa grana. Nada mais justo por suas décadas de dedicação à CBF. OG.

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Categorias:Direito e justiça

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