Pela liberdade do cafetão, e da cafetina

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É isto mesmo que você leu. A prostituição não é crime. Então não há porque se criminalizar o empresário do movimento. Aquele que dá inclusive proteção às profissionais do sexo. Este é o moderno fundamento utilizado pelo renomado juiz atualmente convocado pelo Tribunal de Justiça paulista e professor da PUC-SP Guilherme Nucci, em seu novo livro  Prostituição, Lenocínio e Tráfico de Pessoas (Editora Revista dos Tribunais).

Quando defendeu sua lúcida ideia em redes sociais, recebeu críticas obscurantistas de que essas liberdades iriam contra a “família, instituição sagrada para Deus”. A resposta do jurista a este tipo de  pensamento mítico é absolutamente lógica, e técnica: “As pessoas querem que seus valores éticos, pessoais e religiosos se espelhem na lei, o que está completamente errado. Pessoas encarregadas de tentar garantir as liberdades individuais não podem partir para esse tipo de preconceito, senão a sociedade não evolui”.

A sociedade conservadora, e em dificuldade de evoluir, precisa tratar de seus preconceitos e nojos sociais. Fechar os olhos às moças e senhoras da prostituição, mantendo um olhar punitivo sobre elas é um sentimento além de perverso, ineficaz. Quem usa os serviços das mulheres são os pais, maridos, irmãos, filhos, tios, cunhados, primos e genros dessa mesma sociedade. Isso quando os respeitáveis não apelam para os garotos e travestis.

No mesmo mundo jurídico em que ainda há muitos atrasos e preconceitos, há mentes abertas e evoluídas como a de Guilherme Nucci. Conter o pensamento retrógrado ainda majoritário em muitos lugares é a melhor trincheira social para uma evolução sadia e feliz da sociedade, em que todos devem ser tratados com igualdade e respeito. OBSERVATÓRIO GERAL.

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Categorias:Cultura, Direito e justiça

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