Columbia University e sua história

 

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Foto: Roberta Simão

 

Em 1754, por Carta Régia do Rei Geroge II da Inglaterra, emergia a Kings College em Nova York. Hoje, com o nome Columbia University, é a mais antiga instituição de ensino superior do estado de Nova York, a quinta mais antiga dos Estados Unidos e umas das instituições de ensino mais respeitadas no mundo. E ainda está no seleto grupo das oito universidades coloniais fundadas antes da Revolução Americana, o Ivy League.

O período que antecedeu a fundação da instituição foi marcado por muitas polêmicas, com vários grupos concorrentes para determinar a sua localização e filiação religiosa. Os defensores da cidade de Nova York lograram sucesso sobre a localização. Enquanto a filiação religiosa ficou a cargo da Church of England (Igreja da Inglaterra). No entanto, ambos os grupos concordaram em comprometer-se com os princípios da liberdade religiosa no estabelecimento das políticas da Universidade.

Em julho de 1754, Samuel Johnson, então escolhido pela Igreja da Inglaterra para presidir a Faculdade do Rei, realizou as primeiras aulas numa turma de apenas oito alunos. Na Faculdade do Rei, os futuros líderes da sociedade colonial podiam receber uma educação concebida para ampliar a mente, melhorar a compreensão, polir o homem, e qualificá-lo para apoiar os personagens mais brilhantes em todas as fases da vida.

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Thomas Morgan

A Revolução Americana levou o crescimento da faculdade a um impasse, forçando a suspensão das aulas em 1776. Suspensão essa que durou oito anos. No entanto, a instituição continuou a exercer influências significativas na vida americana através das pessoas associadas a ela. Entre os primeiros alunos e curadores da Faculdade do Rei estavam John Jay, o primeiro chefe de justiça dos Estados Unidos, Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro,  Gouverneur Morris, o autor do texto final da Constituição dos Estados Unidos e Robert R. Livingston,  um membro do comitê de cinco homens que redigiu a Declaração da Independência Americana. A instituição foi reaberta em 1784 com um novo nome, Columbia, que encarna o fervor patriótico que havia inspirado a busca da nação pela independência.O estudo das ciências floresceu, juntamente com o das artes liberais. Franz Boas, conhecido como pai da antropologia americana, fundou a ciência moderna da antropologia nas primeiras décadas do século XX. Thomas Morgan, no mesmo período veio a definir o curso de genética moderna.Ao final de 1930, os estudantes de Columbia podiam estudar com Jacques Barzun, Paul Lazarsfeld, Mark Van Doren, Lionel Trilling e II Rabi, para citar apenas algumas das grandes mentes do campus, já situado em  Morningside.

 

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Joseph Pulitzer

Durante a presidência de Nicholas Murray Butler (1902-1945), Columbia emergiu como um centro nacional de destaque para a inovação educacional e realização acadêmica. Neste período, nasceu a School of Jornalism (Escola de Jornalismo) criada por Joseph Pulitzer em 1912.  Hoje o Prêmio Pulitzer é a outorga mais importante dos Estados Unidos às pessoas que realizam trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical.

A fundação da Escola de Assuntos Internacionais, hoje Escola de Assuntos Públicos e Internacionais, em 1946 marcou o início de um intenso crescimento nas relações internacionais como um dos grandes focos da Universidade.

A investigação sobre o átomo por membros do corpo docente II Rabi, Enrico Fermi, e Polykarp Kush, trouxe ao Departamento de Física de Columbia destaque internacional na década de 1940.

A Universidade de Columbia comemorou seu bicentenário em 1954, durante um período de expansão constante. Este crescimento mandatou um grande projeto de construção de diversos campus na década de 1960, e, até o final da década, cinco das escolas da universidade foram alojadas em novos edifícios.

Foi também em 1960 que Universidade experimentou a crise mais significativa da sua história. Correntes de agitação varreram o país.  Movimentos de oposição à Guerra do Vietnã, e movimentos de militantes dos direitos civis, deram ao Campus Morningside destaque nacional, onde mais de mil estudantes protestaram e ocuparam cinco edifícios em abril de 1968, paralisando as aulas até que foram retirados pela polícia de Nova York. Esses eventos levaram à criação do senado universitário, onde professores, alunos e ex-alunos adquiriram maior voz ativa nos assuntos internos da Universidade.

Hoje a Universidade tem mais de 132.000 m² só no seu campus principal e foi considerada 3º melhor universidade dos Estados Unidos em 2014 e a 12º melhor universidade do mundo.  Roberta Simão/OBSERVATÓRIO GERAL.

[ Artigo para a coluna mensal Diário Fotográfico do jornal CORREIO DOS PIRENEUS/GO]

 

 

 

 

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Categorias:Cultura, Fotografia e cinema

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2 respostas

  1. Ótima foto, Roberta. Texto rico em informações históricas.
    Parabéns e obrigado pelo conhecimento compartilhado.

  2. Roberta, parabéns pelo artigo. Acompanho o seu trabalho no Correio dos Pireneus. Sem dúvida alguma, sua coluna abrilhanta ainda mais a publicação.

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