Jornalista perde o emprego por desagradar governo Eduardo Campos

Jornalista Kaká Filho que disse a verdade e desagradou à administração do governador Eduardo Campos, de Pernambuco, cobrando providências sobre a morte de um menino, perde o emprego de um dia para o outro de forma autoritária. A ideia do jornalista livre de pressões, um purista que relata a verdade doa a quem doer cada vez mais vira utopia em não poucos veículos de comunicação. Confira o caso, na matéria do blog “Andradetalis”. Não era para ser assim, mas quando o autoritarismo do poder estala o chicote acaba sendo. OBSERVATÓRIO GERAL.

No ar, a despedida de um jornalista que Salomé pediu a cabeça

[Andradetalis]. Em Pernambuco, quem não marcha com, pelo e para o governador, dança.

A liberdade de expressão devia ser um direito do jornalista e não uma propriedade da empresa.
Na escravidão, para um exemplo, uma fazenda vendida incluía os escravos, e assim acontece nas empresas de comunicação de massa: todos jornalistas são vendidos como peças.
Existem várias maneiras de comprar uma redação.
No mercado publicitário vale o conceito: Quem paga a publicidade compra a mensagem: Tudo que você escuta na rádio, tudo que você vê na televisão, tudo que você lê na imprensa.
Kaká
Você não vai mais ouvir Káka Filho defendendo o povo na Rádio Clube de Pernambuco. Eis a despedida dele:
Boa tarde amigos (as)! A partir de amanhã não apresentarei mais o Super Show na Clube na Rádio Clube AM 720, devido a criticas que fiz à secretária de saúde e questionei o governador sobre o caso do menino Matheus, que faleceu no último sábado.
Os pais da criança vão processar o estado devido à falta do medicamento. Isto foi falado em todos os meios de comunicação de Pernambuco. Só porque acrescentei no meu comentário o artigo 196 da Constituição Federal 1988 onde diz que
“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a promoção, proteção e recuperação”.
Estava só lembrando da responsabilidade que o chefe de estado tem, até para cobrar um empenho maior dos responsáveis da pasta. Por falar pelo povo e a verdade, é que a credibilidade do programa foi aumentando, mas digo a vocês amigos, não é fácil. Aí vão me perguntar, estás triste? Não!!! Muito pelo contrário, estou feliz pelo trabalho social que fiz, ajudei pessoas em todas as áreas, e continuarei ajudando de alguma forma. Enquanto voz tiver e critico for, não calarei! Falarei pelo povo sempre, seja onde for!!!
A todos obrigado pela confiança, audiência, carinho, parceria e informação. Não poderia sair do ar sem mais nem menos sem explicar aos amigos, parceiros e ouvintes. Abraço!!!
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CONHEÇA O CASO MATHEUS
Morre no Recife bebê com trombofilia. Família acusa o estado de negligência

Foi enterrado na manhã deste domingo (24), na cidade de Escada, na Zona da Mata Sul, o corpo do menino Matheus Henrique, de 1 ano e 4 meses. A criança sofria de trombofilia, doença rara que provoca deficiência na coagulação do sangue por falta de proteína C, conhecida como púrpura fulminante do recém-nascido. Sob forte emoção, o pai da criança, Eduardo Lacerda, acusou o governo do estado de ser o responsável pela morte de seu filho. Isto porque a criança estava tomando, por decisão da Justiça, o medicamento fornecido pelo estado, o Ceprotin, utilizado no tratamento da enfermidade, mas houve descontinuidade na medicação.

“Ele teve quatro paradas cardíacas consecutivas e nos disseram que dariam uma dose de adrenalina para a gente poder se despedir do meu filho”, revelou o pai. A criança estava internada na UTI pediátrica do Hospital Esperança e faleceu na manhã do último sábado, com problemas cardíacos. O pai ainda revelou que os médicos afirmaram que o caso se agravou pela falta de medicamento adequado.

De acordo com Eduardo, seu filho morreu por negligência do estado. “Eles tinham conhecimento desde o primeiro momento que a medicação tinha que ser dada continuadamente. Eles sabiam do tempo que o remédio chegaria ao Brasil e o quando estaria no estado. O estado deixou acabar o medicamento e não comprou. Por duas ou três vezes deixaram de liberar o medicamento. A falta do Ceprotin desencadeou vários problemas de saúde no menino. A menos de um mês os médicos disseram que teriam que cortar os pés e os braços dele”, informou.

A família de Matheus Henrique conseguiu o direito de ter o anticoagulante pago pelo estado por decisão da Justiça, ainda em 2012. O medicamente é produzido for a do Brasil e cada ampola custa quase R$ 3,9 mil. A família acusa que o estado no atraso na entrega do medicamento nos mês de março e outubro deste ano. No início do mês, a Secretaria estadual de Saúde havia entregado 22 ampolas do Ceprotin aos médicos responsáveis pela criança. O remédio foi emprestado pelo Estado da Bahia, onde há outro caso de trombofilia. O pai da criança informou que pretende entrar com ação judicial contra o estado.

Secretária de Saúde diz não foi “informada” sobre mudanças

A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que tomou todas as medidas para garantir a vida da criança. A pasta informou que investiu cerca de R$ 2 milhões na aquisição de 780 ampolas de Ceprotin. A secretaria ainda explicou que os períodos em que a criança ficou sem o remédio aconteceram porque houve mudanças nas dosagens sem a prévia comunicação. “No período de um ano, o paciente ficou alguns dias sem o remédio, pois mudanças foram feitas nas dosagens, sem a prévia comunicação à SES, o que dificultou o planejamento do estoque”, destacou.

Confira abaixo a nota na íntegra:

“A Secretaria Estadual de Saúde informa que lamenta profundamente a morte do paciente Matheus Henrique, de um ano, mas reafirma que todas as medidas foram tomadas, pelo Estado, com o intuito de garantir ou prolongar a sua vida. No caso, que fugiu ao protocolo de aquisição de medicamentos excepcionais, houve empenho de diversos funcionários e setores deste órgão para agilizar a chegada do remédio, proibido de comercialização no País pela Anvisa, e possibilitar o tratamento, considerado experimental e sem eficácia terapêutica para a doença – rara, sem cura e com rápido agravamento do quadro clínico.

O paciente Matheus, que teve o tratamento negado pelo plano de saúde, começou a receber o Ceprotin, pelo Estado, em 2012. Ao todo, foram adquiridas 780 ampolas do medicamento, em um investimento de cerca de R$ 2 milhões. Com essas aquisições, o garoto estava com estoque suficiente para os próximos três meses, ao final do qual período chegariam novas ampolas já solicitadas.

Para viabilizar o medicamento, a SES contatou diversos fornecedores e importadores, mas apenas um, a Uno Healh Care, informou ter condições de importação e pediu o prazo de duas a cinco semanas para a entrega. A SES também negociou diretamente com o laboratório Baxter, da Áustria, que solicitou prazo de 15 dias para a entrega do medicamento.

No período de um ano, o paciente ficou alguns dias sem o remédio, pois mudanças foram feitas nas dosagens, sem a prévia comunicação à SES, o que dificultou o planejamento do estoque.  Nesse período, a SES conseguiu empréstimo de 58 ampolas, junto à Bahia, o que possibilitou o tratamento até a chegada das ampolas compradas pelo Estado.

Por fim, a SES se solidariza com a família de Matheus e é natural que, em momentos de dor como este, sejam dadas declarações movidas pela emoção. Porém, assim como já fez anteriormente, tanto para a família como para a sociedade, a SES está à disposição para esclarecer as medidas adotadas pelo Estado, no sentido de garantir a assistência da criança.”

Com informações da repórter Cláudia Eloi, do Diário de Pernambuco e presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco – Sinjope. 

Nota do Redator do blog “Andradetalis”: o Diário de Pernambuco e a Rádio Clube pertencem ao grupo Associados. Que Kaká Filho falou, que desagradou? Esqueceu o elogio e não jurou que a Secretaria de Saúde não tem nenhuma culpa.

Falta informar e responsabilizar: quem fez as “mudanças nas dosagens sem a prévia comunicação”.

E tem mais: não vai ter a solidariedade do Sinjope (Sindicato dos Jornalistas de Pernembuco).


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