“Nossos” governadores

geraldo alckmin

Sergio Cabral e Geraldo Alkimin, a dupla. Sergio Cabral (RJ) apelou para condição de “pai”. Disse que precisa ser humilde e pediu perdão à população. Aproveitou a maré papa Francisco e pediu ao povo que não mais se reúna em sua rua (o problema é alguém acreditar nesse surto de humildade). Está implícito que se não apanhar do povo, corre o risco de apanhar de vizinhos. Se vai funcionar seu périplo, só o tempo dirá.

O comandante da PM influenciado pela visita do papa Francisco (só dá ele) acordou um dia desses e teve a brilhante ideia de perdoar policiais criminosos. Cabral que vinha tendo problemas com uma PM violenta, teve seu bode expiatório na mão: demitiu o caridoso e genial coronel, o homem de ideias da PM.

O Ministério Público pós-pec-37 resolveu investigar Cabral para saber se ele usou mesmo helicóptero, com cachorrinhos, babás, pranchas de surf e amiguinhos das crianças, como mostram as fotografias. Sérgio Cabral deve estar morrendo de medo.

Enquanto isso, em São Paulo, o governador tenta se safar do bafafá do cartel em licitações do metrô. Jura que toda a obra não teve um centavo de desvio e que se houve cartel “o estado é vítima”.  Geraldo Alkmin ajuizou um pirotécnico, ou será midiático, pedido ao Judiciário para ter acesso a documentos sigilosos do Cade, em acordo de leniência entre a Siemens e o conselho. Só se o juiz fosse pinel para autorizar. Parece que Alkmin não tem lá muita ideia sobre o que seja o Cade e sua autonomia. Mas pelo menos, agora, poderá “transferir” para o juiz a responsabilidade dizendo: “eu pedi, o juiz é que não deu”.

A política não é bela?

“Quando digo moralistas, quero dizer pseudomoralistas fariseus”

Baudelaire, o poema do haxixe, (p. 9)

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