Pessoas fechadas e abertas, dicas para a felicidade

risos rasComo a filosofia pode ajudar você a ser mais querido, leve, aberto e feliz. Algumas dicas práticas do OG.

Pessoas fechadas e abertas.

Em que a Filosofia pode ajudar? Essencialmente no fator mais importante de toda a vida humana: a felicidade. Esta afirmação é bastante complexa. Para uns, felicidade é apenas rir, brincar, se divertir. Para outros, é um momento de reflexão profunda. Para outros ainda, é qualquer sensação boa, no dia a dia, seja um projeto que deu certo ou uma notícia boa que não esperava. É um conceito bastante aberto, mas que se costuma perseguir.

O título do artigo é totalmente limitado a dois tipos clássicos de personalidade. A pessoa fechada, ensimesmada, tímida ou não, zangada ou não, por problemas ou não. Existem os seres reclusos em seus mundos e isso pode não ser ausência de felicidade, mas é o que usualmente se chama de “pessoa de poucos amigos”. Para esses aí, não adiantam notícias boas, sensações agradáveis. O fechado mesmo parece fazer questão de não se permitir alegrias, euforias e gargalhadas.

Do lado oposto estão as pessoas abertas. Comunicativas, dadas, aparentemente mais felizes. Quando isso não é algo premeditado, tudo leva a crer que essas pessoas passam pela vida de forma melhor. Ou até mais inteligente. De novo, ambos os lados têm exceções.

Há um aspecto que parece ser importante. As pessoas abertas, que não “desconfiam” que o mundo inteiro está de olho em algo seu, são mais felizes. Não vivem na defensiva esperando que o próximo conhecido possa ser um golpista. A desconfiança gratuita não é, jamais, um superproduto da inteligência.

Ninguém em sã consciência dirá que felicidade é algo ruim. Não há dúvida de que experimentar felicidade é o grande barato. Até drogas foram inventadas pelo homem, como o LSD para se viver momentos de felicidade química, o que se mostrou desastroso.

felicidade 2Se as pessoas abertas, descontraídas, falantes, prontas para novas amizades, em regra, são mais felizes, as que cismam em ser fechadas levam uma vida carcomida, dolorosa. Muitas vezes o fechado é assim por medo, desconfiança, insegurança. Barreiras difíceis de ultrapassar.

Na disciplina Negociação, em cursos de pós-graduação, estudam-se comportamentos, reações, atitudes, condutas e saídas inteligentes para “defeitos” da personalidade. O negociador precisa ser um agente frio, mas amável. Calculista, mas gentil. Preciso, mas aberto. Os equilíbrios fazem o homem inteligente obter sucesso.

Não se tem um controle total do comportamento, da personalidade. Não se é tudo que se gostaria de ser. “Somos” três coisas: o que somos na verdade; o que gostaríamos de ser ou o que achamos que somos; e o que os outros veem que somos. Saber dar ouvidos às três formas é inteligência e cuidado. É aí que mudanças podem começar a ser feitas.

O conceito de “mudança” costuma ser censurado por muitos que acham que “não se muda”. A Filosofia ensina um pouco diferente. Lições geniais dos pensadores vão moldando vidas e interesses pessoais. Quando vemos já mudamos para melhor. Não se trata de um racionalismo exagerado. Achar que se pode mudar tudo. Mas certas coisas mudam sim.

Um primeiro passo seria a pessoa refletir sobre o que acham e cobram dela. Se costumam dizer que ela é uma brincalhona ou uma sisuda fazendo força para ser “séria” (ou será autoritária?). Aí pode estar o início da mudança. Olhar o mundo, olhar o outro, perceber se recebe amor e carinho ou não. Pessoas solitárias que não têm a felicidade de uma família têm uma vida mais difícil. Mas há os que vivem afofados e mesmo assim não dão valor.

O ser fechado sabe que é fechado. Pior é quando é fechado e teimoso. A famosa “mula”, mas aí já outra coisa, outra categoria. Dizer “eu sou fechado e não tem jeito” é uma forma de teimosia e de desamor para com o outro. Sejam filhos, companheiro e amigos. Histórias incontáveis de vidas que se “regeneraram” no final, já na velhice podem ser uma boa lição. Quanto antes de “melhorar”, melhor.

A vida para a Filosofia nunca foi um mar de rosas. As tragédias e dores, ódios e realidades são enfrentadas pela reflexão. Cioran, Nietzsche, Kierkegaard, Sartre são filósofos que olharam a vida como ela é. Em suas amarguras cáusticas, desesperos invencíveis, e horrores do suicídio. Habermas (Era das transições) pergunta “onde estava Deus em Auschwitz?” Mas nada disso afasta a beleza da amizade, do amor, do carinho e de uma “tarde de domingo” com o seu amor.

Carl Sagan (Bilhões e bilhões), já no seu final quase vencido pelo câncer, disse que “se você está morto não está se divertindo”. A vida precisa ser bem vivida. E nesta afirmação há zero de futilidade.

A felicidade pode estar no olhar silencioso do cão amigo. Na alegria um café fresco pela gentileza de alguém. Na mesa de bar com o amigo. No voltar para casa e poder tirar o sapato. Se coisas bobas assim forem “agradecidas”, vividas com força no aspecto da gentileza a pessoa “se torna melhor”. Mas se torna melhor para ela própria. Aí é que está o grande gancho da felicidade.

Pessoas abertas são mais fáceis, simples e diretas. A regra é mais ou menos assim. Fechados podem ser premeditados, desconfiados, invejosos ou apenas fechados. Reconhecer os diversos tipos é uma arte interessante. Mas reconhecer-se a si próprio é a grande arte. Fazer o bem e querer o bem não causa bem apenas para o outro, mas para si próprio. Parece bobagem, superficialidade. Mas num mundo em que se buzina histericamente no trânsito ou pessoas não sabem esperar em uma simples fila, está faltando muita “sabedoria”. A simpatia e a abertura para receber o outro é uma das maiores sabedorias. Feliz quem é assim. OBSERVATÓRIO GERAL

[Artigo republicado nos jornais O DIA SP e O Anápolis, GO – Jean Menezes de Aguiar]

Algumas Dicas Práticas do OG para a Felicidade:

Sorria e gargalhe mais, do nada, de você próprio, lembre-se de algo e gargalhe sozinho; num grupo informal e descontraído tenha o riso fácil, experimente rir como um “bobo”, que seja; aprenda a gostar de rir e gargalhar; todo mundo gosta disso, você se surpreenderá com o resultado; aí pode estar um grande exemplo de sabedoria; rir é um poderoso remédio.

Pratique a gentileza; funciona espetacularmente a seu favor; confira aqui mesmo no OBSERVATÓRIO GERAL https://observatoriogeral.wordpress.com/2013/07/13/gentileza/.

Reconheça o valor do outro, elogie, diga, dê isso de presente a quem convive com você ou mesmo lhe encontra casualmente; pequenos gestos, elogie a roupa, o jeito, alguma brincadeira, fale de como é bom conviver com o outro, seja um amigo ou um companheiro; fale, diga, confira, declare, o resultado disso é surpreendentemente positivo.

Relembre coisas que você fazia quando “criança”, brincadeiras silenciosas com a sua própria mente, cantorias, assobios, músicas mentais e volte a fazer, brinque mais com você, isso espanta pesos e tralhas que acumulamos.

Tire momentos do dia para fazer coisas boas com quem lhe cerca, podem se 10 ou 15 minutos, mas pratique estes “exercícios”; vá aumentando a “dose” e você verá que cada dia mais será uma pessoa mais querida pelos outros e por você mesmo. OG.

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2 respostas

  1. Muito bom. Bom ler isso, se deparar com isso. Mais alguém se importa!

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