Medicina reacionária continua perdendo todas para o Mais Médicos

médico cubano

 

Lixando-se para a população carente abandonada por décadas; invocando ausência de “condições” (utópicas?) para atender necessitados; e usando a questão legalista de validação de diploma, uma parcela preconceituosa da classe médica brasileira além de recusar apoio e ajuda ao Programa Mais Médicos para atender e salvar vidas, tentou impedi-lo na Justiça. Para felicidade dos municípios pobres, esses aí que parecem não gostar de pessoas necessitadas, vêm perdendo todas no Judiciário.

 

O Tribunal Regional Federal da  5ª região, suspendeu a liminar concedida por um juiz do Ceará a favor do Conselho Regional de Medicina cearense. Aquele CRM insistia em não fornecer registros provisórios aos médicos intercambistas. Mesmo o Programa tendo disponibilizado 834 vagas para médicos no estado do Ceará e somente 35 brasileiros aceitaram a tarefa. O desembargador federal Francisco Wildo Lacerda Dantas afirmou que se fosse mantida a decisão do juiz o estado do Ceará seria seriamente prejudicado: “na medida em que os dados apresentados revelam a penúria em que se encontra a referida unidade da federação em tema dessa natureza, de fundamental importância para a vida do cidadão”.

 

Mas a vida humana parece não sensibilizar conservadores. Outra derrota se viu pela caneta de Marco Aurélio, ministro do Supremo Tribunal Federal que negou liminar à pretensão do deputado Jair Bolsonaro que tentou suspender o programa, alegando questões legais e de diploma.

 

Talvez o padrão social Micheline Borges, a jornalista que disse que médicas cubanas parecem empregadas domésticas, esteja criando raízes. Mas até agora vê-se o escore: médicos estrangeiros 10 x 0 preconceito brasileiro. Que continue assim e os municípios recebam seus “doutores”. OG.

 

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Categorias:Direito e justiça

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