Novo Caetano Veloso, engajado, agora apela por Rede de Marina

marina e caetano

O cantor que se enrolou em versões desmentidas com os black blocs, parece que gostou de fazer política. Agora empresta seu poderoso nome ao Rede, partido de Marina. Faz um “apelo” para que o TSE “deixe” o partido existir. Tem dificuldades em compreender porque o partido não consegue o registro. Para muitos, exigências legais são incompreensíveis mesmo. Para outros são coisas chatas e impertinentes. Já para outros, são um mistério.

Caetano escreveu em seu artigo no jornal “O Globo”: “Muita gente que foi às ruas — e muita gente que não foi mas se sentiu inspirada pelos que foram — declara intenção de voto em Marina. Eu também. Por que tantos partidos são criados e justamente o da mais forte candidata em oposição à reeleição de Dilma se vê embargado?”. Caetano optou por uma teoria da conspiração. Vê no TSE um complô contra Marina, certamente com ordens de Dilma, do PT e, por que não, de Zé Dirceu.

O cantor quando escreve “acima de tudo, me pergunto o que acontecerá com o partido que Marina Silva se esforça para criar”, revela que dúvidas sinistras o atormentam. Mas mostra desconhecer a complexidade que é a montagem de um partido político. Outros políticos conseguiram porque cumpriram à risca os pressupostos legais. Principalmente no quesito “assinaturas”. Marina parece que confiou em seu “poder social” e em amigos importantes. Patrulhar o TSE agora para conseguir a chancela a um partido ilegal poderá gerar uma avalanche de ações por esse “favor” ou “jeitinho”.

Caetano, curiosamente sobre o tema, em seu artigo, se declara “cantor de rádio”, numa falsa modéstia própria dos chatos. Poderia ter como modelos Darcy Ribeiro, Roberto Da Matta, Cristóvão Buarque, Ulisses Guimarães, Pedro Simon e outros. Mas confessa que tem como modelos Ângela Maria, Cauby, Nora Ney, Jorge Goulart, Dolores Duran, Maysa. Os modelos de Caetano, indiscutivelmente queridos pelo público em geral, talvez ajudem, em sua formação, muito pouco na nova causa política.

O partido político de Marina Silva pode entrar normalmente no jogo, se cumprir normalmente suas regras. Numa democracia, qualquer advogado recém formado pode manejar uma ação de mandado de segurança contra uma ilegalidade do poder público se, por exemplo, o tribunal eleitoral “implicar” com a formação de um partido político. Mesmo o de Marina Silva que parece ter caído no gosto de muitos artistas e descolados em geral. O compositor de “O leãozinho” precisa se informar mais, agora em sua nova veia política. OBSERVATÓRIO GERAL.

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