Copa: a incompetência do Itaquerão – quem segura?

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O oriental leva 2 anos para planejar e 2 dias para executar. O ocidental leva 2 dias para planejar e 2 anos para executar. No país do futebol, de antigamente, tudo dava certo. Quer dizer, o jeitinho imperava, que fique muito bem claro. Mas no país do futebol-bilhões-de-reais-mundo-corporativo atual as coisas são bem diferentes.

Na construção da Ponte Rio-Niteroi houve dezenas de operários mortos e ninguém quis saber. A ditadura mandava prosseguir, mentia sobre as mortes e tudo continuava. Atualmente não é mais assim. Alguém vai ter que segurar a responsabilidade de autorizar estádios capengas e mambembes. Seja o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Obras, o Crea, o Ministério Público se fizer corpo mole e não fiscalizar o fiscal etc.

Se descobrirem somente depois que o concreto tinha farinha de trigo, a areia era de praia, a água era lodo, e o tijolo era falsificado, coisas que em obras no Brasil acontecem, mesmo com bilhões de reais para tudo que é lado, algum órgão terá que ser responsabilizar. Quer dizer, também isso de responsabilizar costuma nunca dar em nada. Mas pelo menos terá que servir de carniça para a imprensa malhar, como um Judas de plantão.

No Brasil ninguém se suicida de vergonha perante às câmeras de TV ou ninguém desses escândalos é efetivamente preso. E se descobrirem areia de praia o sujeito usa a técnica do negar a qualquer preço. Basta negar. Se este discurso aqui é calhorda, o sistema sempre foi calhorda. Além de discriminador. A cultura social passa por tais críticas.

As entidades oficiais e fiscalizadoras, agora a um mês da Copa, não sabem o que fazer. Se autorizarem o Itaquerão e algo der errado – sim, elas não têm um critério preciso para saber se vai ou não dar errado, daí os acidentes que nunca cessam no Brasil- toda sociedade passará por uma vergonha que não lhe pertence. Ou não deveria lhe pertencer.

Talvez seja esse clima que explique a ausência absoluta de festividade nas ruas. Enfeites e mesmo uma preparação para a Copa. Antigamente a um mês da Copa viam-se as ruas enfeitadas e o clima de Copa do Mundo. Mas agora, sendo a Copa no Brasil, inacreditavelmente nada disso há. Com a politização safada da Copa, querem-na do PT. Daí, os governículos da oposição privaram a sociedade de enfeites e de um clima festivo. Silêncio total. É a ditadura da felicidade proibida e a imposição policial da desconfiança na Copa.

A incompetência desse sujeito corintiano Sanchez e sua turma, aliada à leniência de fiscalização do poder público no cumprimento de cronograma para um evento oficial com verba oficial é de assustar.

O ‘não vai ter Copa’ talvez não se dê por uma rebelião social contrária ao evento, orquestrada pela conscientização da sociedade em resistir eletivamente à festa, quando não se privilegiam outras pautas como educação e saúde. Mas se algo der errado poderá ser pela bagunça, incompetência e falta de planejamento mesmo. Afinal o mais importante foi conseguido: o delicioso mergulho de cabeça na grana pública, fácil e gorda. Isso mesmo. Enfiaram a mão no dinheiro público e estão felizes, cada um com sua obra particular em seu quintal politiqueiro. Agora, isso de Copa, ah isso Dilma que se vire com o resto do mundo. E o povo que se lixe. OBSERVATÓRIO GERAL.

[Matéria republicada no BRASIL 247]

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