A curiosa ética de Skaf

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Há uma tentativa malandra do candidato Paulo Skaf, em São Paulo, na vontade sempre muito bem anunciada de não apoiar o PT. Parece não haver dúvida de que é uma jogada política. Mas pessoal. Ou, comum às coisas da política.

Skaf não é o Pmdb, não fala pelo Pmdb e não manda no Pmdb. Por que então se ‘rebela’ a uma direção maior do partido? Quem é esse empresário que acredita que pode usar o Pmdb para proveito próprio, sua candidatura, mas não aceitar as regras do partido?

Sua ideia de surfar na negativa de apoio à reeleição de Dilma Rousseff é uma busca de sair de um ‘ostracismo-quem-é-esse-sujeito-?’ para chegar ao colo de uma massa numericamente significativa em termos eleitorais.

Como se não bastasse, em surto antidemocrático, sua coligação política acionou a justiça eleitoral para censurar a divulgação de um levantamento jornalístico feito pelo DGABC sobre o cenário eleitoral em São Paulo. A Associação Paulista de Jornais classificou a atitude reacionária como ‘prejuízo à democracia’. Se as pesquisas mostrassem o candidato bem será que ele quereria censurar? Logo alguém que se ligou ao Pmbd, um partido com histórico em resistência à ditadura.

Mas não é de se estranhar. Na Wikipédia, no ícone ‘Trajetória política’ do empresário a única referência não empresarial é que no auge da ditadura militar, 1970, ele decidiu ingressar no Centro Preparatório de Oficiais da Reserva de SP. Consta lá uma frase sua: ‘Minha vocação sempre foi a de servir o Brasil’. Se servir a uma então ditadura militar era vocação, está tudo explicado. ‘Estranho’ é o Pmdb aceitar essas coisas.

Ninguém quer discutir ética nas condutas dos políticos. Pôs-se um grande manto genérico sobre todos indistintamente para se dizer que a política é podre e tudo bem. Mas se o Pmdb não age prontamente para parar com essas manobrinhas em São Paulo é porque pode estar tirando sua casquinha eleitoreira.

Quem merece? O povo não é que não é. OBSERVATÓRIO GERAL.



Categorias:Política

1 resposta

  1. Se o Sr. Paulo Skaf tivesse ética e moral, retirava-se da política.

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