A PM não é do governador

PM
(foto-OG). A primeira reação da PM às manifestações, por ordem do governador paulista que chamou a todos de “baderneiros”, foi baixar o pau. Alkmin, claro, foi censuradíssimo e voltou atrás. A segunda reação da PM foi de prevaricação na segurança, com o botão do f…-.. apertado. Disse “-ah é? então dane-se.” De novo, ordem política, típica dos inseguros.

Essa oscilação na gestão da PM, obviamente por ordens políticas de quem não entende muito de segurança – o governador é anestesista e o secretário de segurança é promotor – repercutiu para todo o país como um ensinamento de como não se fazer.

Porém, nas recentes manifestações no Rio de Janeiro, a PM de lá “retoma” a função repressiva. A prática de uma política de segurança não repressora é estranha às “autoridades” do país. Essa PM-paz-e-amor que se vê  em manifestações é um arranjo político mal ajambrado. Tanto solapa a autoridade da PM – que não pode ser confundida com autoritarismo ou violência -, quanto não protege manifestantes pacíficos.

Falta um “recado” institucional no sentido de que a PM terá rigor “dirigido”. Quer dizer, atuação técnica específica contra quem cometer ilícitos penais. Sejam depredações, sejam outros crimes em flagrante. A sociedade não criminosa precisa ter a PM como sua parceira e garantidora. Não “pacificada” mentirosamente por governos preocupados com fatura eleitoral.

A PM sempre foi bucha de canhão na política. É termômetro social para que governantes caolhos meçam o que fazer. Até por isso mantiveram-na absurdamente militarizada. Isso é uma exceção ao resto do mundo que não mais tolera esse cepa de ordem mental castradora.

Está aí uma pauta para as ruas. Exigir uma recolocação da PM na sociedade. Ao mesmo tempo que com a segurança de poder contar com ela independentemente de o que o político quer. Até porque político para de trabalhar no meio do mandato para se dedicar à reeleição. OG.

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