Entrevista com Antonio Carlos Trindade: a conveniada FGV-Belém é a número 1 do Brasil

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Antonio Carlos Trindade

A Fundação Getulio Vargas sai de sua sede, a capital continental do turismo, o Rio de Janeiro, e leva o conhecimento aos quatro cantos do país. Numa espetacular rede conveniada de cursos de pós-graduação, atualmente mais capilarizada do que o Exército Brasileiro, a FGV contribui para o engrandecimento do Brasil e de sua gente. Atende com ciência, tecnologia e inovação toda a diversidade populacional do Acre ao Rio Grande do Sul, de Roraima a São Paulo. Sem o preconceito que infelizmente às vezes se percebe em outras entidades de ponta do país, quando se trata de localidades menos favorecidas, os conveniados da Fundação obedecem a rigoroso controle na gestão e nas atividades acadêmicas. Espetacularmente, a conveniada de Belém – dizem, a queridinha dos docentes – foi eleita a número um dentre mais de cem entidades no país. Seu Gestor, o renomado educador belenense Antonio Carlos Trindade, foi entrevistado pelo OBSERVATÓRIO GERAL, na confortável e moderna sede local da FGV. Confira.

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Antônio Carlos e Sérgio Guerra

OBSERVATÓRIO GERAL – Considerando haver mais de 100 entidades conveniadas da FGV no Brasil e sendo a “Ideal Conveniada” – Belém, eleita a número 1, a que você atribui o sucesso e como isso reflete na educação?

Antonio Carlos Trindade – Eu atribuo o sucesso da Ideal Conveniada à dedicação, ao comprometimento e à presença constante da equipe bem orientada, com qualidade, com muita determinação e que gosta do que faz. Equipe que procura, sempre, fazer o melhor, porque a qualidade é uma corrida sem linha de chegada. Toda a equipe se preocupa com todos os alunos e com todos os professores. Quanto aos professores, estes são bem recebidos desde a chegada ao aeroporto de Belém e até o seu retorno. Procuramos fazer com que os nossos professores considerem a nossa cidade como continuação da cidade deles. E a Ideal Conveniada como continuação de suas casas. O maior presente do nosso trabalho consiste na alegria dos nossos alunos, porque mais de 50% deles vieram para cá por indicação de quem estudou ou está estudando na Ideal. Graças à renomada equipe de professores da FGV que ministra as aulas aqui em Belém, suas experiências e seus conhecimentos são multiplicados por nossos alunos em todas as áreas do mercado de trabalho do Pará. Como se trata de um aprendizado eminentemente prático, isso se reflete, positivamente, para o crescimento de nossa região. Uma plêiade de professores da FGV, trazendo para nós um grande acervo de conhecimento e informações, assegura uma ótima qualificação profissional aos pós-graduados, resultando numa inegável visibilidade para o trabalho desenvolvido, aqui, pela FGV.

OBSERVATÓRIO GERAL  – Belém cresceu imensamente nos últimos 20 anos em todos os campos, pelo menos o turista sai muito bem impressionado da cidade. Como a Ideal Conveniada contribuiu para este crescimento?

Antonio Carlos – Há quinze anos, existe o convênio IDEAL/FGV, e este contato  permitiu aos nossos pós-graduados a criação de novas atividades ou a extensão daquelas já existentes, com qualificação, com responsabilidade e sucesso. O resultado disso é a nova cara que Belém adquiriu. Ela saiu do empirismo em vários setores de atividade empresarial e ingressou numa fase de valorização do profissional bem preparado, de empresa bem estruturada, de tecnologia bem explorada. É notório esse avanço experimentado por Belém nos últimos vinte anos, para o qual a IDEAL/FGV deu uma contribuição extraordinária acima de qualquer questionamento.

OBSERVATÓRIO GERAL – Na sua visão de experiente educador como tem avaliado, como um todo, a Educação no Brasil, em época de internet, celulares, informações instantâneas e redução do livro como instrumento central de aprendizagem?

Antonio Carlos  – A EDUCAÇÃO NO BRASIL tem altos e baixos. Onde a internet e o computador são empregados como ferramentas habituais, não há dúvida de que estão concorrendo para o êxito do processo ensino-aprendizagem. Porém, onde não tem sido possível o emprego desses meios, este é o momento de pensar na contribuição pedagógica, o que podem dinamizar a Educação. Porém, seja qual for o “ranking” da Educação no Brasil ou o lugar em que se questiona a sua qualidade, uma coisa é certa e induvidosa: o livro terá, sempre, de ocupar o lugar mais importante naquele processo. Nada substitui a leitura, o espírito crítico que a leitura inspira e exige e a avidez de ler, porque, sem o livro e seu domínio, o homem não constrói a sua base intelectual.

OBSERVATÓRIO GERAL – Qual é a demanda usual por parte do aluno da pós-graduação?

Antonio Carlos – A demanda usual é a capacidade de cada qual para enfrentar os desejos de sua empresa ou de sua repartição, mediante a aquisição de conhecimentos e de informações de forma mais rápida e mais sólida. Pela confissão dos próprios alunos, posso revelar que eles vêm para cá com uma ideia fixa, isto é, aprender o novo de forma prática e segura no menor espaço de tempo possível. A confiança deles no IDEAL/FGV está baseada na reputação científica, intelectual e pedagógica dos professores, com renome e experiência nacional e internacional.

OBSERVATÓRIO GERAL – Que conselhos você daria para um empreendedor que quisesse entrar no negócio da Educação?

Para o empreendedor que deseje ingressar na área da Educação, o conselho não pode ser outro: ele tem de ser educador. Ele tem de possuir paixão pela Educação, porque trabalhar com Educação é trabalhar com seres humanos. Para esse fim, o professor tem de ser cercado de todas as condições para exercer seu ministério. Começa nesse cuidado a inserção da alma do educador na estrutura das salas de aula. O aluno vai adquirir a aprendizagem necessária ao seu crescimento, a partir da integração com o professor e sua escola. Não adianta haver prédio com internet, tecnologia de ponta, salas climatizadas, espaço físico avantajado, se o espírito do educador estiver ausente. O empreendedor sozinho não fará isso. Ele terá que ser assessorado por educadores que transformarão seu projeto em obra verdadeiramente pedagógica e inovadora.

OBSERVATÓRIO GERAL – Você acredita que a transformação da Educação possa ser tão inovadora e surpreendente que o próprio conceito de conhecimento possa ser substituído, por exemplo, pela “informação”, como produto do Google?

Nos países desenvolvidos, essa inovação talvez esteja fadada a ter sucesso. Mas, não acredito em resultado bem sucedido nasBelem 2 sociedades em estágio inicial de desenvolvimento. Nelas, o aprendizado rudimentar, ainda, é ministrado com dificuldade e assimilado com lacunas e deficiências. Oxalá, um dia esse avanço possa permear todas as camadas da população mundial.

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