Até quando o PMDB aguentará Eduardo Cunha?

pedro simon

O PMDB de um passado razoavelmente glorioso, se tornou um partido murista pior que o PSDB em toda sua ontogênese. Ninguém sabe muito bem o que o PMDB ‘é’, qual é sua vocação de verdade. Ainda que ‘verdade’ seja um conceito cartesiano demais para qualquer análise político-partidária brasileira.

O fato é que com essa indefinição premeditada, coisa que cínicos de má-fé diriam ser ‘própria da política’, brasileira, O PMDB conseguiu viver e sobreviver. Muito bem obrigado.

Obteve dezenas de ministérios e postos chaves ao longo da história. Em todos os governos.

Dois fatos podem marcar no futuro a história recente do PMDB. Só que efetivamente antagônicos. O primeiro, belíssimo, a simples ‘existência’ gloriosa de Pedro Simon (foto), sua luta e sua resistência ao próprio PMDB, principalmente o PMDB-baixo-clero.

Já o segundo fato é essa malandro-carioca (da minha terra) figura do presidente da Câmara, Eduardo-impeachment-Cunha. Totalmente carente de legitimidade moral à recepção de um processo da envergadura de um impeachment, porque se vê praticamente cassado, com uma fortuna ilegal descoberta na Suíça e, mesmo assim, após meses de engavetamento do processo disparou-o, 5 horas após saber que o PT não o livraria da cassação.

Mas não se iluda. O problema deixa de ser pessoal de Cunha, em termos de falta de legitimação e é absorvido por toda a Câmara dos Deputados. Quando não o afasta, quando não o impede, quando o mantém, quando utiliza chicanas procedimentais despudoradas na Comissão de Ética (sim, existe isso lá) para atrasar vergonhosamente o andamento.

Com a pesquisa feita pelo jornal O Globo dando conta que dos 17 maiores partidos a presidente Dilma Rousseff tem ampla maioria a seu favor, certamente haverá uma debandada massiva de deputados e senadores ‘inseguros’ com o futuro, leia-se reeleição, para o colo da própria.

Considerando-se ainda mais a inconsistência, a debilidade e falta de firmeza antropológicas dessa chamada ‘oposição’, o quadro do impeachment só tende a piorar em termos ‘cunhais’.

Em política o ‘daqui a pouco’ já é futurologia. Tudo pode acontecer, sabe-se. Este parágrafo não é apenas uma ressalva metodológica de autoproteção ao texto. Mas que o desenho para um impeachment atual é o do absurdo, principalmente como foi feito, não há dúvida.

O questionamento que remanesce é: até quando o autêntico PMDB suportará Cunha? Ou será que Pedro Simon levou toda a autenticidade do Partido quando foi embora? OBSERVATÓRIO GERAL.

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