Senado gasta R$ 31 mi em dentes e botox. Você paga

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[BRASIL 247]. Conta é apenas de 2008 a 2012, segundo reportagem de O Estado de S. Paulo, que apurou gastos médios com tratamentos médicos e odontológicos de senadores, ex-senadores e, claro, seus parentes; moralizador José Agripino Maia (DEM-RN), pastor Marcelo Crivella (PR-RJ), botocado Milton Cabral (sim, este ex-senador cobrou do Senado duas aplicações do rejuvenescedor) e até intocável Pedro Simon espetaram contas de seus tratamentos no plano de saúde do Senado; ali é mesmo o paraíso na terra, mas até quando?

Sorria, você está no Senado. Aqui, o tratamento dos dentes dos políticos, ex-políticos e, claro, seus parentes, são pagos pelo dinheiro público. Se você estiver nesse grupo, sorria!

Mas se não estiver, faça as contas. De acordo com reportagem divulgada neste domingo 9 pelo jornal o Estado de São Paulo, as contas de planos odontológicos e de saúde dos senadores brasileiros custaram, em média, R$ 6,1 milhões ao ano entre 2008 e 2012.

Primeiro a defender a moral e os bons costumes na tribuna do Senado, em posição semelhante ao do tristemente famoso moralista Demóstenes Torres, José Agripino Maia, presidente do DEM, espetou uma conta de R$ 51 mil, em 2009, referentes à implantação de 22 coroas de porcelana aluminizada. Uma opção estética, como destacou a reportagem do Estadão. Agripino justificou como necessidade

– Ia jantar, e caía., disse ele.

Pré-candidato a governador do Rio de Janeiro, o pastor e ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB-RJ), apresentou em 2010 notas que somam R$ 42 mil. No ano anterior, ressaltou a matéria do jornal paulista, o Senado ressarciu despesas de R$ 23 mil para uso de coroas de cerâmica e pinos em ouro odontológico.

Intocável, até o senador Pedro Simon (PMDB-RS) aparece na lista dos beneficiados pelo plano de saúde do Senado. Ele obteve ressarcimento de R$ 62,7 mil em gastos com tratamento dentário em 2012.

Também procurou ficar alinhado com o dinheiro do público, que alimenta os cofres do Senado na forma de pagamento de impostos, o ex-senador Milton Cabral.

Beneficiário direto do fato de o plano de saúde do Senado ser vitalício, e extensivo a parentes dos políticos, Cabral, que encerrou seu último mandato em 1986, lançou, no ano passado, na contabilidade do Senado, notas fiscais com gastos R$ 5,1 mil para pagamento de aplicações de botox em nome dele e da mulher. É a chamada estratégia “se colar, colou”, usada porque, até aqui, o plano de saúde do Senado não é fiscalizado por qualquer tipo de auditoria.

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